A Cultura de Deus
Sabemos
que a palavra de Deus atravessou os tempos e as
culturas para chegar até nós. Sabemos
também que Deus escolheu para si o povo
hebreu. Estas verdades que permanecem até
o dia de hoje nos levam a mudar também
o nosso modo de vida. A parte mais difícil
é quando a nossa cultura entra em choque
com a “cultura” de Deus, causando em nossa mente
ocidental uma confusão de valores e verdades.
Vamos
então pensar um pouco sobre isso. Não
foi ao acaso que o Senhor escolheu o povo judeu
para ser sua habitação, povo escolhido
como alvo de uma aliança que atravessa
os tempos e perdura até hoje. Um povo que
tinha sua organização social, política,
econômica e religiosa baseada totalmente
nas leis divinas. Tudo que o povo de Israel aprendeu
como padrão cultural tem sua origem em
Deus, em suas leis e estatutos. Portanto seu modo
de agir era naturalmente voltado para as verdades
bíblicas, pois somente conheciam as leis
ordenadas através dos homens a quem Deus
escolhia para os comandar.
Mas
ao lermos João 1:11-12, vemos que o povo
escolhido já não sabia mais quem
era o seu Deus, e passaram a rejeitá-lo.
Então todos os homens da terra tiveram
a oportunidade de serem feitos “filhos” de Deus,
nascidos de Deus e não dos homens. Neste
momento a salvação atingiu também
os gentios, ou seja, aqueles que não são
judeus. Qualquer pessoa que aceitar a JESUS como
seu único e suficiente salvador torna-se
filho, e isso gera uma mudança em seu valor
cultural, pois a cultura de Deus deve prevalecer.
Um
dia então o evangelho chegou ao Brasil.
Um país organizado política, econômica,
religiosa e socialmente de forma mais misturada
possível. Um país colonizado por
portugueses, espanhóis; mais ao sul por
italianos e alemães e quantos mais tiveram
oportunidade de desembarcar aqui. Soma-se a isto
o fato de nosso país ter uma identidade
formada culturalmente através de influências
de outros povos, que ao chegarem aqui encontraram
somente índios. Podemos dizer que nossa
maneira de pensar é muito diferente do
povo a quem Deus escolheu. Mas o fato é
: A cultura divina deve prevalecer.
Hoje
em dia somos em primeiro lugar participantes da
graça de Deus, resgatados de uma cultura
humana e enxertados em uma cultura celestial.
Embora nossa cultura “brasileira” seja importante,
temos que abrir mão de nossos valores e
tradições mundanas e mergulhar na
cultura divina que nos ensina a amar e adorar
ao nosso Deus através da sua palavra e
a respeitar, aceitar e amar as pessoas como elas
são.
Roberto Mattos.
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